Bem-vindo ao blogue Encantos d'Escritos
Encantos d’ Escritos: o lugar onde se podem encontrar fragmentos e reflexos desses encantos da beleza que a criatividade da alma humana concebe nas suas múltiplas formas, através d’ escritos linguísticos e icónicos.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Encantos d'Escritos... meus
... que aqui partilho em
Viagens (inter)pessoais
O poder de voar não se resume ao ter asas, mas ao desejo de criá-las...
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| Maxfiel Parrish, moonlight |
I. A noite cai, brumosa já e arroxeada. Vagas claridades malvas e verdes perduram ainda atrás do casario, descansado nas costas do monte. O sono alimenta-se já do cansaço do gentio, quando observo, atento ao catrapiscar das estrelas, o vulto prateado e afável do jumento, meu companheiro de viagem, mordiscando o viçoso da erva sob o olhar cândido da lua. Também ela nos vê adormecer.
II. Como um fantasma, um cavalo de fogo corre ardente na imensidão da noite, por entre tufos de erva sob o fascínio do luar. Com as crinas ao vento, percorre a planície - esse lugar sombrio, onde o tempo, tal como o vento, caminha à pressa por entre as árvores, fustigando as folhas com sussurros de desejo, e parte sem um beijo...
Um pássaro engaiolado grita por liberdade, quando no desfazer das suas ilusões, em miragens, o cavalo selvagem passa - em noites de tempestade, na fúria dos elementos, fustigado por lágrimas celestiais, ele continua a lutar pelos teus sonhos - , e nos teus receios habita, nas tuas lágrimas se embriaga, no teu amor se deleita ... e, no berço da noite, através da planície, envolto em véus de esperança, como um cometa incandescente, ele mostrar-te-á o caminho certo por entre o labirinto da vida.
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| Maxfield Parrish, Daybreak |
III. Vertiginosa, a madrugada teima em nascer, saída da noite, para se perder nos braços do amanhecer.
Eram raízes e folhas, semeadas ao acaso no húmido orvalhado do verde musgo, que revestiam as rubras pedras onde o branco casario se reclinava e esculpia o horizonte azul. A rósea bruma, que se eleva com o silêncio, envolve o difuso bosque, adormecido. Nos regatos esforçados, pelo serpentear do seu ritual, paira o murmúrio de vozes afogadas no suor de um labor que arranca à terra os seus frutos e arrasta as gentes pelas encostas desgrenhadas pelo vento. E, arrebatada pela insónia de ave altiva, a brisa espreguiça-se, dum morno rosa, pelas folhas sonolentas acamadas em tapete. Vem, ó luz, desencantar deste mágico torpor a sombra com que a noite vestiu o vale, ao adormecer.
IV. O cinzel rubro marca a rocha, no senso e no rigor da inspiração; transpira a incerteza da forma perpétua, à mão insaciável do artífice, duma herança mutilada à reminiscência do génio, que o tempo glorifica à erosão...
V. No ar, restos são de um bater de asas, o que o vento transporta no seu hálito... do cavalo alado que percorria o infinito, como um pássaro que voa alto nos teus sonhos, em cada instante... e do Homem que o conduz através dos céus, contra as tempestades, por cima das nuvens, para longe, pelo sentir do Sol, mais forte...
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| Maxfield Parrish, whitebirches |
VI. Um brilho há naquele olhar, como o sol a despertar no horizonte, um sabor a mel naquele sorriso, quando rasga as faces alvas e quer beijar a aurora, que desponta o dia e anuncia o amor... o mar... uma vela... quando se acende o horizonte do olhar.
VII. Perdi-me no azul do mar, no sussurro do seu murmurar ; perdi-me no vermelho poente, nas carícias do seu brilho fulgurante; perdi-me no verde das árvores pintadas de sombras, em esperanças semeadas de fresco; perdi-me no amarelo de cada grão de areia, e no anilado horizonte, recortado pelo ondular arroxeado dos montes... e com a paleta de tintas diluídas na mão, perdi-me nas cores que pintei - em paisagens que sonhei! - e que, a cada pincelada no interior do céu, me davam a sensação que pintava um mundo que era o meu.
As obras que ilustram os textos são de Maxfield Parrish.
domingo, 25 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Encantos d'escritos ...
... de volta, após uma inesperada ausência. É que a vida real nem sempre é só cheia de encantos.
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| Kay Polk |
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| Danielle Richard |
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| Vadim Strelkov |
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| Al Buell, pin-up in blue |
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| Andrew Loomis, First car |
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| Sarnoff |
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| Al Buell, Love in the park |
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| Javier Jaen, Mouth of flower |
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| Kyoht Luterman, Cheshire |
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